Em m meio à pressa dos dias, o matcha atravessou séculos e nos lembra que alguns minutos de presença podem mudar o ritmo de tudo.
Vamos conhecer a história do matcha?
Leia o texto de hoje e descubra duas versões para experimentar aqui no Soleil Café, no Batel, em Curitiba.
Acordar, olhar o celular, responder mensagens, atravessar a cidade, trabalhar, resolver pendências, pensar no que ainda falta fazer. Em uma rotina cada vez mais acelerada, até os momentos que deveriam ser de pausa acabam preenchidos por alguma distração.

Talvez por isso desacelerar tenha se tornado quase um luxo ...
No Soleil Café, acreditamos justamente no contrário: a pausa não precisa ser extraordinária.
Ela pode caber no meio de uma manhã comum, em uma conversa sem pressa, em alguns minutos ao sol ou diante de uma bebida preparada com cuidado.
O Soleil nasceu desse desejo. Localizado dentro da Villa Mariantonio, na Rua Gutemberg, 585, no Batel, em Curitiba, o café foi pensado como um refúgio solar onde o tempo desacelera, o simples se torna intenso e cada detalhe convida à presença.
E poucas bebidas combinam tanto com essa ideia quanto o matcha.
Afinal, o que é matcha?

De cor verde intensa e sabor marcante, o matcha é uma forma especial de chá-verde produzido a partir das folhas da Camellia sinensis. Diferentemente de outros chás, em que as folhas são infusionadas e depois retiradas, no matcha elas são transformadas em um pó muito fino, que é incorporado à bebida.
Seu consumo está profundamente associado à cultura japonesa e, principalmente, à tradicional cerimônia do chá, conhecida como chanoyu ou sado, o “caminho do chá”.
Mais do que simplesmente preparar e beber uma xícara, a cerimônia japonesa transforma o ato cotidiano de servir chá em um ritual de atenção. Cada movimento importa. A preparação, os utensílios, o ambiente, quem serve e quem recebe: tudo faz parte daquele instante.
A tradição foi fortemente influenciada pelo Zen Budismo e carrega princípios como harmonia, respeito, pureza e tranquilidade. Um de seus grandes mestres, Sen no Rikyu, ajudou a consolidar a ideia de que cada encontro deve ser valorizado justamente porque aquele momento, daquela forma, nunca poderá ser repetido.
Talvez esteja aí uma das maiores conexões entre o matcha e o nosso tempo atual.
Matcha: um convite para estar onde você está
Vivemos cercados por estímulos que parecem nos empurrar constantemente para o próximo compromisso, a próxima tela, a próxima tarefa. A tradição do matcha propõe quase o movimento contrário.
Preparar. Observar. Sentir. Beber. Estar presente.
Na cerimônia japonesa do chá, o foco não está apenas na bebida pronta, mas em todo o processo que leva até ela. Gestos simples ganham importância quando realizados com atenção.
É uma filosofia que conversa diretamente com aquilo em que acreditamos no Soleil: nem todo tempo precisa ser produtivo. Alguns momentos podem simplesmente ser vividos.
Sentar-se para tomar alguma coisa sem olhar constantemente para o relógio. Encontrar alguém e realmente conversar. Observar a luz mudar ao longo da tarde. Escolher uma mesa e permanecer nela por mais alguns minutos.
Pequenos gestos que parecem simples, porque são. E talvez justamente por isso sejam tão importantes.
E o matcha faz bem para a saúde?
Além da tradição cultural que o acompanha, o matcha também desperta interesse por suas características nutricionais. Por ser produzido a partir das folhas do chá-verde transformadas em pó, ele contém compostos vegetais como polifenóis e catequinas, conhecidos por sua ação antioxidante. O matcha também contém L-teanina, um aminoácido estudado por sua possível relação com concentração e estado de alerta.
Ele possui cafeína, geralmente mais do que outros tipos de chá-verde e menos do que uma xícara de café, embora as quantidades possam variar bastante conforme o produto e o preparo.
Isso não significa transformar o matcha em uma bebida milagrosa. A ciência ainda investiga muitos dos benefícios atribuídos a ele. Mas sua composição e a tradição que envolve seu consumo fazem dele uma escolha interessante para quem procura experimentar algo diferente e incorporar novos sabores à rotina.
E, no Soleil, ele ganhou interpretações próprias, vamos conhecer duas delas?
Matcha Mirtilo: intensidade e frescor no mesmo copo
Para quem está começando a descobrir o universo do matcha, nossa primeira dica é o Matcha Mirtilo.
A bebida combina um shot de matcha, leite, purê de mirtilo e xarope simples. O sabor característico e levemente vegetal do matcha encontra a personalidade frutada do mirtilo, criando uma combinação equilibrada, fresca e surpreendente.
É uma forma contemporânea de conhecer um ingrediente que carrega séculos de história e uma das opções para quem procura matcha em Curitiba com uma apresentação diferente da versão tradicional.
Matcha Cumaru: Japão encontra Brasil
Nossa segunda escolha é o Matcha Cumaru, preparado com um shot de matcha, leite e xarope de cumaru.
Aqui, duas referências se encontram no mesmo copo.
De um lado, o matcha e toda a tradição oriental que acompanha esse ingrediente. Do outro, o cumaru, ingrediente brasileiro conhecido por seu perfume envolvente e frequentemente chamado de “baunilha amazônica”. O resultado é uma bebida aromática e confortável, na qual as notas do cumaru complementam a personalidade do matcha.
É Japão e Brasil encontrando um ponto em comum: o respeito pelo ingrediente e pelo tempo.
Sua próxima pausa pode começar com um matcha
No fim, talvez falar sobre matcha seja também falar sobre outra maneira de perceber o tempo.
Não necessariamente fazer tudo mais devagar, mas entender que nem todo minuto precisa ser preenchido. Que uma pausa pode existir no meio da rotina. Que tomar uma bebida pode ser mais do que simplesmente matar a sede ou buscar energia para continuar o dia.
Pode ser um pequeno ritual.
No Soleil, queremos que cada visita seja um pouco disso: uma fresta de calma no meio da pressa.
Venha. Escolha uma mesa, deixe o celular descansar por alguns minutos e permita que o tempo faça aquilo que quase nunca deixamos que ele faça: passar devagar.