Aos domingos, quase sempre estou cheia de planos, organizada estrategicamente para mudar o mundo.
Nas segundas pela manhã, minha mente começa a lutar comigo e diz: tudo bem, você não precisa fazer nada. Talvez você nem consiga. Então nem precisa tentar.
Antes eu acreditava.
Hoje eu sei que essa é só a primeira batalha do dia: olhar para a minha mente e dizer que ela está errada.
Não sei se alguém me ensinou isso ou se li em algum lugar, mas aprendi a imaginar os pensamentos como um rio.
Eles passam o tempo todo, correndo diante de você. E, em vez de entrar nessa correnteza e ser levada por ela, você aprende a ficar na margem observando.
Presta atenção no que passa. E só então escolhe quais pensamentos merecem espaço.
Custou para eu entender que nem tudo o que penso é verdade. É quase como os anúncios que o algoritmo nos mostra: ele acha que faz sentido para você, mas nem tudo merece sua atenção.
Você precisa filtrar.
No fim das contas, talvez a grande batalha da vida seja essa: com você mesma.
Porque a forma como você conduz essa conversa interna determina, em grande parte, como todo o resto vai ser.d
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